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Nossa viagem a Curaçao durou apenas quatro dias, foi durante um feriado de Corpus Christi. Pode parecer loucura uma viagem dessas assim tão rapidinho, mas às vezes é todo o tempo que a gente tem. E depois, se o destino for incrivel, sempre dá pra voltar com mais calma. Essas viagens costumam ser muito intensas e deixar aquela sensação de que não foi o bastante… E aí é a hora de partir pra próxima!

A ilha

No caso de Curaçao, o destino ajudou bastante. Por ser uma ilha de apenas 444 km², um pouco maior que Ilhabela, e seu único núcleo urbano ser a capital, Oranjestad, não havia muito o que fazer além de curtir muito as suas duas principais atrações: praia e mergulho.

Com 38 praias, obviamente quatro dias seria muito pouco para explorar com calma esse paraíso, mas o destino é perfeito para quem deseja relaxar e aproveitar os dias de folga longe das preocupações. Fomos em quatro, e o feriado na ilha foi tempo suficiente para nós.

Outra coisa que penso nessas viagens rápidas é que às vezes é possível deixar de conhecer alguns locais. Depois a gente acaba tendo ainda mais motivos para voltar. Assim, escolhemos as praias mais interessantes para fazer em dois dias. Como Curaçao se divide em duas partes, fizemos o norte no primeiro dia, onde ficam as praias naturais, e o sul no segundo, conhecendo as praias artificiais.

Uma decisão difícil foi escolher entre fazer as praias do sul ou pegar um barco para a ilha deserta de Klein Curaçao. Dizem que o passeio é imperdível, e com certeza pretendo fazer numa próxima oportunidade. Já recomendo aqui no escuro mesmo. Mas não estava sozinho e alguns de nós não quiseram se aventurar no mar ao saberem de relatos de enjoo durante o trajeto, feito em uma lancha em alto mar, e que a ilha é completamente deserta, sem estrutura.

Nosso roteiro

No primeiro dia, chegamos cedo, alugamos um carro e fomos direto para o hotel. É bom salientar que o aluguel do carro em Curaçao faz toda a diferença, já que o transporte público é quase inexistente. Ficamos no Reinassance, e valeu muito a pena, tanto pela infra-estrutura como pela localização, um de seus maiores pontos fortes. Nesse dia conhecemos o centrinho da cidade e a Ponte Móvel que separa os dois lados da ilha. Almoçamos um prato típico holandês e voltamos para o hotel para curtir a praia-piscina.

O hotel é incrível, possui um casino, um bar na piscina e até uma Starbucks. Apesar de oferecer pacote all-inclusive, achamos que não valeria a pena, já que desde o início nossa ideia era explorar a ilha, saindo cedo e vontando apenas no final do dia. E optar apenas pelo café da manhã também era inviável, pois custava o equivalente a R$ 80 reais, uma fortuna se comparado aos US$ 10 que pagávamos no nosso bem servido american breakfeast nos cafés do open mall. Falando nisso, esse open mall é um local com lojas, bares e restaurantes construídos dentro de um forte. Fica ao lado do Hilton e também foi nossa escolha para jantar durante esses dias por lá.

As praias do Norte

Como já disse, o segundo dia na ilha foi dedicado às praias do Norte. Em geral, para visitá-las, é necessário pagar uma taxa, que normalmente varia de dois a quatro dólares, dependendo da praia.

Saímos bem cedo rumo à praia mais setentrional, Kalki Beach, em Westpunt. O acesso foi meio complicado, pois não há placas, e tivemos que confiar no GPS. A praia em si não é nada demais. Consiste em uma pequena faixa de areia com um bar e algumas cadeiras. Pouco frequentada, talvez pela sua distância, ela se destaca pela cor turquesa da água do mar e sua transparência. Veredito: É uma praia dispensável. Só vale a pena se você estiver hospedado pela região ou se for visitar o farol e resolver passar para fotos. Ou para aqueles que querem tranquilidade, o que não era nosso caso. Ficamos o suficiente para algumas fotos e partimos para a próxima, Grande Knepa, considerada por muitos, e com razão, a mais bela praia da ilha.

Com um mirante incrível, muita vida marinha para a prática de apnéia e uma estrutura razoável, foi a que escolhemos para passar a manhã. A água tem temperatura agradável e deu para tirar muitas fotos dos peixes coloridos. Veredito: Indispensável. É mesmo mais praia bonita da ilha. Para aqueles que têm tempo, vale também a visita à sua irmã Klein Knip, um pouco mais deserta.

Na sequência, a escolhida foi Cas Abao. Outra das queridinhas dos turistas, também é formada por areias finas e águas cristalinas. Com um bar melhor estruturado que Kenepa e também mais movimentada, foi onde almoçamos. Optamos por peixe, fritas e alguns drinks, e por ali passamos o resto da tarde.

Fechamos o dia com o pôr do sol em Port Mari. É uma das praias mais próximas do centro e, por isso, é bem mais movimentada, sem deixar de ter o mesmo mas incrível das outras.

Ainda tivemos ânimo para aproveitar o início da noite na piscina do hotel, e então partimos para Mambo Beach, uma espécie de complexo turístico em volta de uma praia artificial onde há restaurantes, bares e discotecas. Jantamos, curtimos uma pista de dança na praia, mas voltamos cedo, já pensando no que nos aguardaria no dia seguinte.

 

As praias do Sul e compras em Curaçao

No terceiro dia, a ideia era ficar na Mambo Beach e ver o famoso pôr do sol na praia de Jan Thiel. Mas nos decepcionamos um pouco com as praias artificiais. Não se comparam às maravilhas que tínhamos visto antes. Então resolvemos que não valia a pena sair de Mambo Beach. Pegamos um bangalô e passamos o dia no conforto. Aproveitamos para conhecer o pequeno complexo comercial e visitar o aquário.

O dia seguinte já era o último da viagem, então não podíamos ir muito longe. Aproveitamos a manhã para fazer compras no centrinho. Para os fãs de eletrônicos, joias e perfumes, os preços são convidativos. Também conhecemos o mercado do peixe, uma região da baía em que venezuelanos vêm de barco para vender suas frutas. À tarde, deixamos o carro no aeroporto e já era hora de voltar para casa.

É claro que haviam outras coisas interessantes para se fazer em Curaçao, como a visita à fábrica de Curaçao Blue, passeios por cavernas, e trilhas no parque, mas o tempo curto nos obrigou a fazer escolhas. E decidimos privilegiar as praias, sem arrependimento.

Para quem ficou com vontade, em quatro dias em Curaçao gastamos o equivalente a R$ 3.000 (já incusos os R$ 1.800 da passagem e R$ 500 de hotel). Um pouco mais do que gastaríamos em um feriado no Nordeste brasileiro, mas com a vantagem de conhecer um cultura diferente e ainda poder ver o azul sem igual e os peixes coloridos de uma praia caribenha.

 

Num próximo post vamos falar um pouquinho sobre como viajar nos feriados sem gastar uma fortuna.

 

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