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Com seus cerca de 8.000 metros de altitude, o monte Everest talvez seja o mais famoso do mundo. E escalar suas geleiras pode soar como um desafio intransponível, reservado apenas a alpinistas experientes, esportistas preparados. Mas não precisa ser assim.
Na verdade, existem expedições com a única finalidade de subir este monte no Tibete. E não é necessário ser nenhum profissional para participar. A jornada leva os montanhistas até o acampamento base, a pouco mais de 5.000 metros de altitude.
Em geral, essas expedições acontecem entre os meses de abril e maio, antes do período de monções, que é quando as rajadas de vento ficam menos fortes.
O valor para a parte terrestre parte de cerca de US$ 2.500, que pode ser parcelado, e as passagens aéreas saem a partir de R$ 4.000 (Brasil-Nepal).

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As rotas

Grupo de montanhistas

É possível escalar o Everest por mais de uma dezena de rotas, mas as duas principais são pelas faces sudeste, no Nepal (conhecida como a rota padrão), e norte, no Tibete. A rota padrão é a mais comumente usada pelas agências de expedição, uma vez que não apresenta grandes desafios em relação a técnicas de escalada, mas sempre há perigos, que podem ir do mal da montanha (mal estar sentido em altitudes muito elevadas devido ao ar ser mais rarefeito, ou seja, com menos percentual de oxigênio), condições climáticas rigorosas com ventos de alta velocidade e até avalanches.

Preparo

Acampamento em lodge durante o trekking

Por tudo isso, o Everest é um desafio possível, mas é necessário planejamento e preparo. Este post está aqui porque conhecemos quem se dispôs a essa experiência, mas, para chegar lá, o relato é de muita dedicação. O casal Gabi e Tobias (o relato da experiência deles está mais abaixo) passou um ano se preparando para isso, usando seus fins de semana para fazer pequenas escaladas e trekkings em montanhas próximas de São Paulo e obedecendo a uma rotina de exercícios físicos.

O pessoal da Cumbre Montanhismo, que fará uma expedição ao Everest pela primeira vez neste ano, dá as dicas para quem também quer se aventurar:

“É preciso estar bem fisicamente e muito disposto para andar cerca de 15 dias pelas montanhas do Himalaia. O melhor preparativo é estar caminhando pelas montanhas com frequência, o ambiente natural com uma mochila nas costas é o melhor. No Brasil em algumas regiões temos muitas trilhas e travessias de montanha que são excelentes para isso. Nós também atuamos na Serra da Mantiqueira, que é conhecido como o Himalaia brasileiro, são muitas travessias de montanha de diversos dias com uma grande altimetria e dificuldade técnica com muitas subidas e descidas, que é o que vamos encontrar nas trilhas do Nepal.”

O que diz quem já foi?

A Gabi diz que tudo foi muito bem estudado e, mesmo assim, não foi fácil. Cerca de um ano antes da data da viagem, contrataram uma empresa de trakking aqui, que fez todo esquema de preparo para que pudessem aguentar a escalada em frio congelante. “Basicamente, falaram que deveríamos fazer pelo menos 1h de exercício aeróbico 3 vezes por semana, durante um ano. E praticamente todo fim de semana a gente fazia trekking aqui, de uma ora até três, quatro horas, dependendo do dia. Fazíamos muito o pico do Jaraguá e a pedra grande também. Conhecemos praticamente todas as trilhas aqui de São Paulo, foi gostoso”, relata.

Katmandu
A aventura inclui de 3 a 5 dias em Katmandu, com passeios guiados

Mesmo assim, ela diz que sofreu muito na caminhada.

“Nos primeiros dias, o pessoal estava no pique e eu não conseguia acompanhar, era sempre a última da fila. Logo nos primeiros dias, eu sofri para acompanhar o ritmo. Eu passava frio, e a estrutura é bem precária. Em vários locais não tem banho, ou só gelado. Não tem privada ou rede de esgoto, é meio sofrido. Eu passava muito frio à noite. Por mais que a gente tenha roupa, os lugares não têm calefação, então eu acordava com frio. A gente fica fedido, porque não dá para ficar lavando roupa. É uma roupa para dormir e outra para caminhar. Às vezes tomava banho com lencinho.

Por outro lado, às vezes era gostoso aproveitar o solzinho da manhã, ao acordar. Tem muita interação com as pessoas, fizemos vários amigos. Ouvimos muitas histórias legais. A partir da metade da caminhada, o pessoal começou a ter o mal da altitude, e eu não tive isso, então ai já comecei a acompanhar mais o grupo, ou eles acabaram caindo pro meu ritmo. Foi melhor.

A parte da comida é bem diferente, chega uma hora que não tem mais carne, mas era gostoso. Só que acaba enjoando, porque acaba sendo sempre a mesma coisa. Quando voltamos a ter banho quente, quando descemos a trilha de volta, depois de uns 5 dias sem banho quente, foi a melhor coisa que já tinha sentido na vida. Então tem essa experiência de dar valor às coisas que pra gente são banais, isso é muito gostoso.

A chegada ao Campo Base

A vista é incrível, nem só no pico (que pra gente foi o campo base). O pico é só o pico, a vista ao longo do caminho, com geleiras, lagos congelados, foi muito legal.”

E por que estamos falando de todos esses perrengues? Para que você possa saber o que vai enfrentar e se preparar de acordo. Isso sempre é preciso. Lembrando que, em experiências assim, é sempre importante contar com um seguro de viagem para ter apoio em qualquer eventualidade.

Seguro Viagem: Pratica de Esportes
Intermac 60 Prata Assistência médica USD 60.000 Bagagem extraviada USD 1.000 (SUPLEMENTAR) R$ 17/dia*

Dicas das agências

Pedimos para o pessoal da Cumbre Montanhismo relatar como será sua experiência para quem quiser participar. Veja só:

Paisagens de neve do Everest

Estamos lançando o roteiro do Acampamento Base do Everest para a temporada 2019. Vai ser nosso primeiro grupo no Himalaia, mas nossa equipe já tem experiência no local e temos uma equipe completa de guia e carregadores nepaleses que fazem parte da expedição.

O mínimo é 4 pessoas e o máximo é 8, e essa saída de 05 a 25 de abril de 2019 já está confirmada.
O trekking até a base do Everest é recomendado para montanhistas que já possuem alguma experiência em outros trekkings e travessias de montanhas e que possuem bom preparo físico, que estejam acostumados a passar varias dias na montanha carregando a mochila, e preferencialmente já tiveram alguma experiência em altitude acima dos 4.000m

Geralmente, quem busca esse trekking já tem experiência prévia em montanha e travessia e tem como projeto chegar até o acampamento base do Everest. Nós enviamos uma ficha para cada cliente e nossa equipe vai analisar para ver se está apto a realizar essa expedição.

Não existe acompanhamento de profissionais de saúde na expedição, nossos guias possuem um treinamento internacional de Primeiros socorros em áreas remotas, (wilderness first responder). No caminho passamos por diversos vilarejos, e alguns possuem um centro de atendimento médico para a temporada de escalada. Mas é obrigatório que todos os cliente tenham um seguro internacional que pode cobrir alguma situação mais extrema e o uso de helicópteros.

Se alguém desistir no caminho alguém da equipe vai voltar com ele enquanto o restante do grupo segue até o objetivo final. Nossa equipe acompanha diariamente o rendimento do grupo, o ritmo se sentem alguma dificuldade e, com nossa experiência nesse ambiente, já conseguimos prever um pouco se a pessoa está bem para seguir a expedição. Vamos em um ritmo bastante tranquilo, fazendo com que cada pessoa se sinta bem e não se esforce muito.

Quem faz a expedição

Cumbre Montanhismo

Preço: US$ 2.690,00 dólares  (pagamento facilitado sem juros em 7 parcelas via depósito bancário ou cartão de crédito).

Próxima expedição: Everest Base Camp – 5 a 25 de abril de 2019

O pacote inclui: alimentação; transfer (aeroporto-hotel-aeroporto); 5 noites de hospedagem em hotel em Katmandu em quarto compartilhado com o grupo; passeios guiados em Katmandu; voo local Lukla-Katmandu-Lukla, trekking com guia local e com guia brasileiro; permissão para o trekking e entradas nos parques nacionais; equipe de apoio com carregadores (10 kg por pessoa); 15 noites de hospedegam em lodges na montanha até o acampamento base.

BOOM! Viagens

Preço: A partir de US$ 2.810,00 dólares  (pagamento facilitado sem juros em 4 parcelas).

Próxima expedição: Trekking ao Campo Base do Everest com Grupo Brasileiro – sob consulta (a partir de US$ 3.090)

O pacote inclui: alimentação durante o trekking e jantar de boas vindas; transfer (aeroporto-hotel-aeroporto); 4 noites de hospedagem em hotel em Katmandu; passeios guiados em Katmandu; voo local Lukla-Katmandu-Lukla, trekking com guia que fala inglês; permissão para o trekking e entradas nos parques nacionais; equipe de apoio com carregadores; 13 noites de hospedegam em lodges na montanha até o acampamento base; empréstimo gratuito de saco de dormir, jaqueta de pluma de ganso, duffle bag e bastões de caminhada (sujeito a disponibilidade no momento da inscrição).

Aventurista

Preço: US$ 3.500,00 dólares  (pagamento facilitado em 4 parcelas).

Próxima expedição: Trekking Campo Base do Everest via Gokyo – saída em 24 de março de 2019

O pacote inclui: alimentação durante o trekking e jantar de boas vindas; transfer (aeroporto-hotel-aeroporto); 3 pernoites de hospedagem em hotel em Katmandu em quarto compartilhado com o grupo; passeios guiados em Katmandu; voo local Lukla-Katmandu-Lukla, trekking com guia aventurista especializado em Alta Montanha e guia local que fala inglês; permissão para o trekking e entradas nos parques nacionais; 5 banhos quentes durante o trekking; frutas da estação frescas durante o trekking; equipe de apoio com carregadores (1 para cada 2 pessoas); 13 noites de hospedegam em lodges na montanha até o acampamento base; aluguel de jaqueta de pluma e saco de dormir.

* Todas as fotos do post são de Thiago Freela e Aguinaldo Alves, da Cumbre Montanhismo

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