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Depois de a gente se acabar em LA e passar um sábado de diversão no lugar mais feliz do mundo, era hora de pegar a estrada. Mas não qualquer estrada, a Pacific Coast Highway – Route 1. Uma das estradas mais lindas do mundo!!!

 
 
Pôr-do-sol em Malibu

Ela começa em San Diego, mas entramos por Malibu, lugar das mansões à beira-mar (onde moram Walden, Allan e Jake). Não é à toa que 137 mil artistas e ricaços escolhem ter suas casas na areia ou nas encostas de Malibu. Eu também teria um casebrezinho por lá se pudesse.

Deu só pra colocar um pezinho na água, supergelada, mas as vistas pelo caminho são espetaculares. Ver o sol se pôr no Pacífico parece pintura. A gente fez um videozinho só pra dar uma leve ideia do que estamos falando:

Além disso, a estrada é ótima. Não tem buracos nem imperfeições. E nós, que viajamos à noite nos dois dias, podemos ainda dizer que, apesar de cheia de curvas, os olhos de gato são muito muito bons. Ah, e não tem pedágios. Por ser conta da estrada sinuosa, o limite de velocidade é baixo (25 mph/ 35 mph)

 

À noite perdemos parte da paisagem litorânea, mas ganhamos o céu mais estrelado que poderíamos ver na Terra. De dia, esses lugarzinhos no acostamento servem pra parar e apreciar a vista cinematográfica, mas à noite a gente pode lembrar mais é de filme de terror: escuridão, mato, duas garotas perdidas… taí o enredo. Mesmo assim, valeu a pena!

Nós seguimos o GPS e, a certa altura, saímos da Route 1 para chegar a San Simeon. O caminho era mais curto e, como era noite e não dava pra apreciar o mar, não fez muita diferença. Mas, pra viajar de dia, é bom ficar de olho no mapa do GPS (que deve insistir pra levar pra um caminho mais curto) e ter atenção para permanecer na Pacific Coast.

 

Como disse, nossa parada seria San Simeon para visitar o Hearst Castle. A gente chegou lá pela meia noite e a recepção da pousada (ficamos na Bluebird Inn) já estava fechada, mas deixaram a chave com um bilhete superfofo pra gente se instalar. E que bom ter banheiro próprio com secador de cabelo. E poder fazer barulho de madrugada 😀

Nosso quarto

Pra ficar hospedado em San Simeon ou em qualquer outra cidade da região de San Luis Obispo é muito recomendável reservar com certa antecedência. Todos os hotéis, motéis e pousadas pelos quais passamos tinham aviso de “No Vacancies” em frente. Ou seja, não havia vagas. A região tem hospedagem mais barata que Monterrey e Carmel, que ficam mais próximas de San Francisco (menos de 200 km) e onde já era possível encontrar vagas para hospedagem de última hora.

Bem, nossa pousada não tinha luxo, mas a cama era extraordinária de boa, o chuveiro também era ótimo e ela era bem limpa e organizada. E até tinha café e pão no café da manhã. A região, porém, é bem fria. O mocinho da recepção disse que é assim o ano todo, então não dá pra esquecer um casaquinho.

Café da manhã reforçado

A gente, que tinha um longo dia pela frente, saiu cedinho pra seguir viagem. Paramos num desses restaurantes de beira de estrada (e em frente à praia) para um bom café da manhã em estilo americano, demos uma andadinha pela costa e tomamos nossa direção rumo ao norte. Primeira parada de domingo: Hearst Castle.

Zebras nós não vimos..

O castelo na verdade não é um castelo. É uma mansão enorme construída por um milionário excêntrico em formato de castelo, no topo de uma colina muito muito alta. Nos tempos áureos, o cara tinha um zoológico particular, com ursos, llamas, zebras, girafas… Ele vendeu os animais um tempo depois da depressão americana, mas ainda sobraram zebras e búfalos por lá que dá pra avistar da estrada.

A pequena coisinha do Hearst é hoje um dos maiores museus em casas históricas dos cerca de 5.000 existentes nos Estados Unidos. Durante a construção, ele passou a chamar a encosta de  “La Cuesta Encantada”, e o castelo em si é a “Casa Grande”, com arquitetura inspirada em uma catedral espanhola. 

A vista lá de cima é indescritível. A história do lugar é mais ou menos assim: O tal do Hearst tinha esse terreno enorme (de 40 mil acres) na beira do Pacífico, que ele comprou em 1865. Ele morreu e o terreno todo (e mais um pouco, totalizando 250 mil acres)  ficou de herança pro filho, William Randolph Hearst, um magnata da comunicação ((Comentário da Bia: como essa gente fica rica com comunicação? Ah é, o pai dele já era rico da mineração)). Primeiro ele tinha lá uma casinha de campo, coisa pouca, e o lugar era usado pela família e pelos amigos pra acampar, até que o Hearst filho resolveu que um pouco de conforto não seria demais. Assim, como quem não quer nada, ele chamou Julia Morgan, uma arquiteta famosa de San Francisco, e disse assim: “Srta Morgan, nós estamos cansados de acampar ao ar livre lá no nosso rancho em San Simeon, então eu quero construir uma coisinha ali”.

 
São 165 ambientes (salas, quartos etc) e 127 acres de jardins, terraços, piscinas e trilhas. E há ainda três casas de hóspedes.
A entrada para o Hearst

Há três piscinas, sendo uma delas fechadas, no estilo daquelas piscinas romanas (como a gente vê na série “Roma” mesmo). É um desperdício elas ficarem ali sem usar. Uma guia disse que eles podem entrar na piscina de vez em quando. Ela mesma tinha feito isso na semana anterior. E, de vez em quando, turistas mais desastrados acabam caindo na água. Mas entrar de propósito durante a visita vai render uma bela encrenca!  Repito, um desperdício de prazer…

Pra fazer o tour a gente paga US$ 25. Um ônibus leva até o alto da colina. São vários tipos de tour, que levam a locais diferentes da casa. E depois a gente fica livre pra explorar os jardins. Achei um pouco caro pro que a gente vê. O nosso tour, da Casa Grande, leva a quatro salas da casa. São coleções de arte magníficas, reproduções de obras européias, só a sala de jogos tem três mesas de bilhar, a sala de jantar acomoda mais de 100 pessoas. É tudo suntuoso. Tiramos milhares de fotos, mas, infelizmente, eles proíbem que sejam publicadas. Só dá pra deixar aqui uma tirada de longe, ainda da estrada.

Fim do tour, ainda precisamos chegar a San Francisco. Mais uma vez na estrada, não muito longe dali, o view point dos elefantes marinhos. Eu conhecia os leões, não os elefantes. Vários deles brincando e nadando na beira da praia. Isso é amor!

 

Aliás, são incontáveis os view points pela estrada. Não dá pra parar em todos, embora essa seja a vontade.

No nosso carrinho!

O jeito é ir devagar, apreciando a vista. E a parada seguinte foi Carmel.

Isso é vista
A cidade de Clint Eastwood (ele foi prefeito lá!) parace um pouco Campos do Jordão, só que à beira-mar. Tem uma rua de compras com lojas luxuosas e as pessoas são receptivas. E é a típica cidadezinha americana. Quando chegamos tinha uma convocação nas ruas pra reunião da cidade, tipo aquelas que aconteciam em “Gilmore Girls”, sabe? Uma espécie de reunião de condomínio, só que da cidade toda…
 

No meio disso tudo, passamos por um casamento na praia. A coisa mais linda, gente.
 
 
Demos uma volta, pusemos de novo o pé na água -fria- e então, rumo ao destino final.
 

Mais uma vez pegamos a estrada de noite pra finalmente chegar a SanFran. Chegamos à noite, guardamos o carro e cama! O resto fica pra depois.

Blue Bird Inn
1880 Main St
Cambria CA
Diária: pagamos cerca de US$ 100 com as taxas

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