UM BLOG COLABORATIVO


Não vou mentir, a primeira impressão que tive ao chegar em San Francisco, lá pelas nove da noite de domingo, foi: estou em São Paulo!

San Francisco
São Paulo
 

A gente saiu de Los Angeles, ensolarada, alegre, com muitas casas e gente com pouca roupa. E chegou em San Francisco, gelada, cheia de prédios, cinza.
Pra começar, morri de frio. E não só no primeiro dia. Todos os dias. Em setembro, fim de verão, eu morri de frio. Tudo bem, devia estar uns 13 graus. Nada diferente do inverno de São Paulo (e, às vezes, do verão também), mas não estava preparada. E é úmido, com muita neblina, o que piora a sensação térmica de frio.

 

Ficamos no centro, na Post Street, num hostel da mesma rede do de LA (depois falamos melhor dele), e mais tarde descobrimos que se trata do PIOR bairro da cidade. Mais ou menos correspondente à nossa cracolândia. O interessante é que na verdade se trata de uma região bem rica, já que é ali que fica a Union Square, cujos quarteirões ao redor abrigam as lojas caras, que aqui ficariam na Oscar Freire. Tipo Tiffany e Kate Spade.

 

Também há muitos, muitos, inúmeros mendigos. Nunca fui a uma cidade com tantos mendigos na vida. O primeiro que nos abordou veio como quem quer ajudar, perguntou o que estávamos procurando, deu a informação e cobrou por ela. Simples assim. Confesso que senti medo andando por lá. Nem na periferia peruana me senti assim…

Ainda assim, gostei. A cidade tem seus encantos (a baía é linda, a Lombard Street é superinteressante, a noite é animada..). E certamente tem personalidade.

No nosso primeiro dia, antes de devolver o carro, pegamos nosso primeiro e único pedágio nos EUA: a caminho de Berkeley. A universidade, que tem o melhor programa de música do país, é exatamente como a gente vê os campi na TV. Vimos um grupo ensaiando que bem parecia uma cena de Glee. E tomamos café na lanchonete. Eu queria me inscrever numa fraternidade de patricinhas (porque uma das prioridades era a parte de organização de eventos!!), já que era semana de recepção de calouros e as casas estavam todas recrutando. Mas a Bia não deixou… :/

Berkeley – o campus

Ficamos por ali, hanging out, por um bom tempo. Até cansar. E voltamos pra devolver o carro, o que consistiu numa verdadeira aventura. Simplesmente não há postos de gasolina no centro de San Francisco. Estacionamentos deve ter uns 3 em cada quarteirão. Mas postos de gasolina, none! Procuramos no GPS e ele indicava o lugar. Chegando lá, tinha só a loja de conveniência. Só fomos encontrar perto do local de devolução mesmo, que ainda bem que era mais afastado do centro, ou a gente certamente não teria conseguido abastecer.
E começamos então nossa vida de pedestre, que a gente já conta daqui a pouco!.

Os dias seguintes foram muito bem sintetizados pela Bia neste post aqui!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *