UM BLOG COLABORATIVO


Antes de falar sobre San Francisco, cabe uma observação sobre os Californianos em geral: você não vai encontrar pessoas simpáticas como eles em outros lugares nos Estados Unidos. E isso é sensacional (comentário da Dani: não mesmo. eles são incríveis!).
 

San Franciso não me impressionou. A verdade é essa. Cheguei à cidade super empolgada, porque todo mundo disse que não tem como não gostar. Bem. Eu não não gostei, mas achei que, no geral, tem cara de cidade como outra qualquer. Mesmo quando nos perdemos por bairros domiciliares (se você nunca se perdeu, você nunca viajou), faltou alma. Acho que é isso.

Meu cheesecake de aniversário 🙂

Só senti ‘sangue correndo pelas veias da cidade’ nas duas noites que passeamos por Mission -muito graças ao estranho grupo que formamos, com brasileiros, guatemaltecos e californianos (S2). Bem, foi lá que as comemorações do meu aniversário começaram e, 24 horas depois, terminaram. Eu tomei vinho, dancei sozinha na pista e recebi os parabéns -em três línguas- atravessando uma rua qualquer à meia-noite -e as pessoas pularam em mim e me abraçaram. Fui a quatro bares diferentes, tirei fotos das quais não me lembro e vi as luzes da cidade do alto do Dolores Park no meio da madrugada. Muito legal. Durante o dia, meu bolo de aniversário foi substituído por um pedaço gigante de lemon-raspberry cheescake da Cheesecake Factory. Ah, eu também recebi ligações do Brasil de pessoas muito queridas, tanto que nem me importei com o roaming INTERNACIONAL.

Bom, voltando à San Francisco. Não é quente como Los Angeles, é uma cidade de 15 graus. Ouvimos muito a recomendação de que não se deve usar carro por lá, verdade, não se encontra posto para abastecer o carro. Também não é uma cidade para andar a pé, só tem ladeira, ladeiras dignas do Pelourinho. Mas o transporte público funciona bem e é simples de entender se você tiver um mapa em mãos :). Há sim muita coisa bonita para ver na cidade e, ao mesmo tempo, muitos mendigos bem perto das ruas importantes e movimentadas. Só tomem um pouco de cuidado e NUNCA, NUNCA, EM HIPÓTESE NENHUMA, A QUALQUER HORA DO DIA, PASSEM PELAS JONES ST (perto da Union Square não é tão ruim assim).
 
Mas vamos falar de coisa boa? Tecpix? Cogumelos do sol? Iogurteira TopTerm?.
 

Alcatraz


Não dá para ir a San Francisco e não visitar Alcatraz. Mas a gente quase não visitou, não fosse o anjo Gabriel ajudar. Chegamos razoavelmente cedo ao pier 33, mas um aviso indicava que só havia ingressos disponíveis para o dia seguinte. Veja bem: os ingressos para o dia seguinte eram apenas para a balsa que dava a volta na ilha, e a gente queria entrar -por que, né? qual a graça? Vocë precisa comprar ingressos para a ilha com antecedëncia aqui nesse site.
Alcatraz vista do Pier 39; os corredores do presídio; no detalhe, o cardápio da última refeição servida aos detentos.

Saímos andando, frustradas, de bico, braços cruzados e batendo o pé. Até aparecer o Gabriel, caixa num loja de souvenir no Pier 39, que disse que várias pessoas compravam ingressos para revender pelo dobro do preço. Isso mesmo! Cambista em San Francisco! E eles logo apareceram. Por US$ 70 compramos o ingresso para Alcatraz mais voucher de dois dias do Hop on – Hop off (aqueles ônibus turísticos de dois andares, sabe?). Que na verdade é um preço razoavelmente justo.

Os ingressos para a balsa são vendidos com hora marcada (mas o tempo a ilha é livre). As balsas saem a cada meia hora. O engraçado dessa história é que encontramos,  no meio do oceano, os amigo que tínhamos feito em L.A (na verdade eles não eram tão amigos assim em L.A.). -essas coincidências turísticas sempre são engraçadas. E a Dani quase os matou de susto (hahaha).

A visita por Alcatraz dá direito a audioguia, que tem até em português brasileiro. Eu recomendo que quem souber inglês pegue no idioma original. Você conhece todo o presídio por meio das várias histórias de crimosos, carcereiros e famílias que moravam lá. Tem algumas celas deixadas exatamente como na época.

Ah, venta muito e faz frio, leve um agasalho. (Aliás, sempre venta em San Francisco).

 

Pier 39 e Fisherman’s Wharf

 

A região portuária de San Francisco é bem charmosa. Beeeeem charmosa. Pode tirar o dia que for para Alcatraz só para andar por ali, com o Pacífico ao lado (eu gosto muito do Pacífico. Me apeguei). Comer em um dos restaurantes e ver os leões-marinhos. Por ali também encontramos um loja de doces muito legal, a Candy Baron (experimente a saltwater candy). E você também encontra uma porção de lojinhas de souvenir.

Olha que legal, eu descobri que tem uma live cam para ver os leões-marinhos aqui.

 

Golden Gate

 

No dia que escolhemos para visitá-la, a Golden Gate estava meio encoberta. Mas a vista é bem legal, e os arredores são bem agradáveis. A ponte é de 1937, e acharam que sua conclusão seria impossível. Bem, ela está lá, e é a terceia maior ponte do mundo com vão único.

 

Lombard Street – A rua mais sinuosa do mundo

 
A rua super-inclinada que tivemos de escalar. E a placa com o limite de velocidade.

É preciso ter perna, muita perna para chegar até a Lombard Street. Ela fica no topo de um morro e, bróder, nunca vi rua tão inclinada assim na vida. Mas se nós conseguimos -e a Dani estava praticamente com o pé quebrado-, vocês também conseguem!!! As oito curvas desse quarteirão da Lombard Street foram a solução encontrada para o uso dessa via que tem uma inclinação natural de 27 graus (OMG). A velocidade permitida para a descida é de 5 mph. As curvas são ladedas por um jardim florido e super bem cuidado e casinhas simpáticas.

 

Painted Ladies e Alamo Square


Sem dúvida, essa foi uma de nossas melhores surpresas. Segundo a Wikipedia, San Francisco tem mais 48 mil casas em estilo Vitoriano, que foram construidas entre 1849 e 1915. As mais famosas ficam na Steiner St., de frente para o Alamo Square. Tombadas pelo patrimônico histório, são muito charmosas, vai ver por isso já apareceram em mais de 70 filmes, programas de TV e propagandas. O parque serve de ponto de encontro para estudantes e tão gostoso que a Dani até aproveitou para tirar um cochilo…

Quer um tour rápido por San Francisco? Lembram daquela série dos anos 80/90 Full House? Pois é, uma ode a San Francisco:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *